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Camara 2O Plenário da Câmara Municipal do Rio foi tomado por famílias que exigiam que os vereadores vetassem a inclusão da ideologia de gênero no Plano Municipal de Educação (PME).  O protesto aconteceu durante uma Audiência Pública realizada na terça-feira, dia 4 de abril. O PME irá nortear a educação na cidade do Rio de Janeiro pelos próximos dez anos e foi apresentado por meio do Projeto de Lei n° 1709/2016.

De iniciativa da Comissão de Educação e Cultura, a Audiência foi presidida pelo vereador Paulo Messina (PROS) e ainda composta pelo Professor Rogério Rocal (PTB) e Tarcísio Motta (PSOL), o evento contou com a participação de parlamentares, profissionais da educação e estudantes. A mesa estava composta pelo promotor de Justiça, Marcos Moraes, e pelos professores Alessandra Nicodemos, Sérgio Maia e Kátia Moura, todos membros da Comissão Coordenadora do Plano.

A ideologia de gênero foi um dos temas mais debatidos do evento, com mais de 50 inscritos. O Vereador Alexandre Isquierdo (DEM) afirmou que a educação sexual compete aos pais. “A escola não tem legitimidade e nem autonomia para ensinar gênero e sexualidade. Essa Casa de Leis não vai apoiar o Plano Municipal de Educação se contiver os termos gênero e sexualidade”, garantiu.

O Vereador Cláudio Castro também defendeu a não doutrinação das crianças: “Sobre a ideologia de gênero, precisamos seguir o Plano Nacional de Educação, que não inclui a ideologia de gênero. Crianças devem ser educadas sem doutrinação de qualquer espécie.”

O Deputado estadual Márcio Pacheco pediu a palavra e defendeu que fosse amplamente ouvida a sociedade antes de qualquer votação do PME: “Fui vereador por dois mandatos e hoje sou deputado estadual. Esta Casa representa a maioria da sociedade. O tema ideologia de gênero deve ser tratado ouvindo-se a sociedade carioca, que é contra a ideologia de gênero. Somos contra qualquer ação discriminatória, mas precisamos tratar crianças como crianças, que não podem ser moldadas segundo o pensamento de uma pequena parte de sociedade”. Após a fala do deputado as pessoas presentes na Audiência iniciaram o grito de ordem “Família, família, família”.

Padre Antônio Augusto Bezerra também falou durante a Audiência Pública e reafirmou a cidadania dos cristãos: “Vim de família pobre, estudei em escola municipal. Sou padre e sou cidadão. Os cristãos são cidadãos. O tema da ideologia de gênero não é religioso.

O Estado não pode ser maior do que a família. É um direito natural dos pais educarem seus filhos. Vimos depois da Segunda Guerra Mundial um homem que colocou o Estado acima da família e fez tudo para destruir a família. Não somos a favor nem contra qualquer partido. Estamos aqui para defender a dignidade das pessoas. Senhores vereadores, estamos de olho em tudo o que estão fazendo”.

Também estavam presentes à audiência os vereadores Carlos Bolsonaro (PSC), Marielle Franco (PSOL), Otoni de Paula (PSC), Cláudio Castro (PSC), Carlo Caiado (DEM), Renato Cinco (PSOL), Renato Moura (PDT), Zico (PTB), Prof. Célio Lupparelli (DEM), Leandro Lyra (Novo), Leonel Brizola (PSOL), David Miranda (PSOL), Reimont (PT), Jorge Felippe (PMDB), Marcelino D’Almeida (PP), Paulo Pinheiro (PSOL), Dr. Jorge Manaia (SD), João Mendes de Jesus (PRB), Val Ceasa (PEN) e Fernando William (PDT).

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Redação Voto Católico Brasil

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