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bancoimagemsco_ap_331470Em julgamento realizado na quarta-feira (07), o STF, para evitar que a crise entre Judiciário e Legislativo aumentasse, modificou o entendimento da maioria de seus Ministros no sentido do afastamento de quem possa suceder o Presidente da República e for declarado réu.

Assim o fez, para corrigir uma decisão precipitada do Ministro Marco Aurélio, que deixou o Tribunal em situação muito delicada frente ao Senado Federal. Ele decidiu, monocraticamente, ou seja, sem ouvir os demais Ministros do Tribunal, afastar Renan Calheiros, que é o presidente de outro Poder. A partir daí foi gerada uma revolta dentro do Senado, que, até então, mostrava-se submisso às interferências do Supremo no Legislativo, por considerar inconcebível que o Presidente do Senado possa ser afastado por decisão de apenas um Ministro do STF, em se tratando de uma excepcional forma de interferência do Poder Judiciário no Poder Legislativo.

Tal conduta de Marco Aurélio rendeu, inclusive, o forte comentário, do também Ministro do STF Gilmar Mendes, de que ele deveria sofrer impeachment, por ter tomado a decisão, sem ouvir os demais Ministros, de afastar Renan. Gilmar Mendes chegou a chamar de indecente a decisão do Ministro Marco Aurélio, conforme relato do jornalista Jorge Bastos Moreno, em seu blog.

Em razão de toda essa confusão, o Supremo saiu com sua imagem arranhada e o Presidente do Senado, Renan Calheiros, saiu como vitorioso, contrariando os recentes protestos de rua em vários locais do País.

Da Redação
Foto: Banco de imagens STF

>>> Entenda o caso:
Maioria dos ministros do STF votou pela manutenção de Renan no cargo de presidente do Senado

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Redação Voto Católico Brasil

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